quarta-feira, 28 de dezembro de 2011



Eu não sou legal, não mesmo. Acho que sempre tenho razão e quando minhas previsões dão certo olho com a cara mais abominável do mundo, dou um sorriso irônico e falo o clássico eu-te-avisei. É que, em geral, eu tenho razão. Essa é a primeira –e mais importante – coisa que você precisa aprender a meu respeito. (…) Não sei receber elogios, fico sem saber o que fazer, me atrapalho e acabo trocando de assunto – quando não troco as pernas e tropeço em algum canto de mim. Sorrio para disfarçar desconfortos. Se eu não gosto de você é bem provável que você tenha medo do meu olhar. E eu posso simplesmente não gostar de você de graça. Se eu gostar de você aviso de antemão que você é uma pessoa de sorte. Eu me entrego. Quem vive comigo sabe. Quem convive comigo sente. Eu amo poucos. Mas esses poucos, pode apostar, amo muito.
   
               — Clarissa Corrêa


O escuro é o melhor lugar que eu posso estar comigo mesmo. A escuridão é democrática. Quem é diferente nela? No escuro somos só vozes e ouvidos. As pupilas dilatam, os sussurros ganham voz, as pegadas aceleram os batimentos cardíacos. Os sentidos aguçam e vemos com a alma. Sábios são os que sentem sem ver. Sábios são os que veem no escuro.
"A gente esquece porque é conveniente esquecer. A gente lembra porque foi importante demais pra deixar pra trás. A gente segue porque é impossível voltar no tempo. A gente vive, pra tentar reviver momentos, ou, simplesmente, descobrir motivos futuros de saudades."